O diretor de criação e vice-presidente de criatividade da Paim, Fabio Bernardi, vem ao blog contar como será a sua futura disciplina no Curso de Criação, a Defesa da Ideia.
É a primeira vez que será professor?
Já dei aulas esporádicas, assim como esta também será. Mesmo assim, estou ansioso pelo momento. Tenho muito prazer na troca de ideias e vejo uma sala de aula como o ambiente mais propício para isso.
A sua disciplina será a “Defesa da Ideia”. E aí como defender bem uma ideia?
Depende, cada cliente, cada ideia pede uma abordagem diferente. Se tivesse uma resposta pronta não seria uma cadeira de dois dias inteiros, não é?
Qual o seu maior orgulho na vida?
Ter amigos verdadeiros.
Como você imagina a sua aula?
Instigante, desafiadora, participativa, alegre e com alguns conteúdos interessantes…
Você é o vice-presidente de Criatividade da Paim. Quais as atribuições deste cargo?
Antes de mais nada, sou o diretor de criação da Paim. Esta é minha principal função na agência. Mas na Paim acreditamos que o papel da criação não é apenas ter ideias, é colocar estas ideias em pé, cuidando de todas as etapas até que elas veiculem, ou viralizem, ou sejam expostas, ou simplesmente aconteçam numa ação de rua. A criação da vice-presidência de criatividade é para deixar num mesmo eixo estratégico e operacional as áreas que contribuem para que a idéia vire realidade. Como VP, comando a criação, o estúdio, a produção gráfica, a produção eletrônica e digital e também a área de operações como um todo, que tem uma diretora específica. São as áreas que criam e produzem. Existe apenas uma outra vice-presidência na Paim, a de Estratégia, que organiza no mesmo eixo o planejamento, o atendimento e a mídia. São estes dois pilares, criatividade e estratégia, que norteiam todo o trabalho da agência.
No cenário atual, quais elementos não devem faltar na construção de uma peça publicitária?
Os mesmos de sempre: inteligência, pertinência, diferenciação e relevância. Em alguns casos, ousadia pode ser bem-vinda. Em outros, precisamos de bom senso. E ainda há casos em que precisamos de mais possibilidades de diálogo com o consumidor. Mas, se eu tivesse que resumir tudo numa palavra só, essa palavra seria EMOÇÃO. Seja ela qual for. E pra ter emoção, é preciso ter uma história. E esse é um componente de toda grande peça que começa num grande produto ou numa grande marca.
Aliás, é ainda um desafio casar criatividade com estratégia de venda?
Só pra quem acha que são coisas que precisam ser casadas, como se fossem dois seres distantes um do outro. Criatividade é um motor de qualquer negócio. Conheço muitos clientes que são muitos criativos nas táticas comerciais ou nas abordagens de RH, mas na hora da comunicação têm preconceito, achando que criatividade é coisa de publicitário. Toda empresa criativa na essência do negócio é mais saudável e mais competitiva, além de fidelizar mais o seu cliente. Basta olhar para as peças nos anuários pra ver que a propaganda apenas espelha a essência do negócio.
Descreva um pouco do teu cotidiano.
O que mais gosto na minha atividade é que o cotidiano tem pouco de cotidiano. Posso passar um dia numa filmagem ou numa sala com vinte pessoas discutindo a proposta de valor de uma marca. Mas, geralmente, passo meus dias olhando brains da criação, discutindo caminhos criativos com o planejamento, em reuniões de produção ou apresentando campanhas para clientes. Como a Paim tem muitos clientes de fora do RS, também viajo bastante. E como VP também me envolvo com prospeções, o que também coloca na minha pauta discussões de mídia, produção, planejamento…E tudo isso sem falar nas reuniões com os chefes departamentos, para aprimorar os processos internos da própria agência.

