A campanha transmídia de Dexter

* Por Sheron Neves, colunista do blog da Escola de Criação

Para criar hype em torno da 5ª temporada de Dexter, a Showtime encomendou um ARG que fosse, nas palavras da empresa, “como uma espécie de leitura de férias para a geração Y“. 

O desafio caiu nas mãos de Howard Goldkrand da Modernista!, que criou um universo alternativo onde o resultado da história foi determinado pela própria audiência, que teve a oportunidade de perseguir um serial killer e atuar como justiceira tal qual o personagem de Dexter Morgan. Para tornar a ação ainda mais interessante, vários elementos do ARG foram posteriormente inseridos na série, e são reconhecidos somente pelos fãs que participaram do game.

O kick off se deu na San Diego Comic-Con, onde um “assassinato” foi simulado. A partir daí seguiram-se inúmeras pistas e enigmas, espalhadas tanto no mundo virtual (websites, perfis de redes sociais, vídeos) como real (anúncios em classificados, ligações telefônicas), as quais os participantes precisavam desvendar em conjunto para que novas fases fossem liberadas. Na perseguição ao “Infinity Killer”, o grande vilão, os participantes contaram com a ajuda profissional da personagem Dee Pratt, uma ex-agente do FBI.

Na opinião de Howard Goldkrand, o ARG de Dexter confirma a importância da narrativa transmídia para o futuro do marketing. Ao dar às pessoas um objetivo em comum e instrumentos para formar uma comunidade, ele acredita que um nível mais profundo de envolvimento e intimidade entre marca Dexter e fãs foi gerado.

Assista ao video do case (atenção: contém algumas cenas de violência)

Gostou? Compartilhe: