Posts da categoria ‘Entrevista’
Um ping-pong com a CO.R
Escrito por Luiza Piffero on 16/07/2010 – 22:05 -A aula “Pesquisa de Mercado” dura apenas um dia, mas as questões debatidas são tão instigantes que continuam circulando pela cabeça dos alunos do curso Click! Planejamento Criativo. Por isso, convidamos o aluno Nico Collares para fazer um ping-pong com o professor Bruno Azevedo, da consultoria de inovação estratégica paulista CO.R. E a conversa foi além: a proprietária da CO.R e ex-planejadora Rita Almeida gostou da proposta e também nos mandou a sua contribuição. Há muito o que aprender com essa troca de ideias cujo ponto de partida é o conceito de “co-working”. Trata-se da tendência de envolver o consumidor no processo de criação da agência, fazendo com que, através de técnicas de pesquisa, ele sugira e crie algo de maneira consciente.
Nico Collares: Como efetivamente acontece esse co-working com o consumidor? Em que fase do trabalho isso entra? Cria-se um posicionamento, cria-se uma peça e o cara vai lá e dá pitaco? Pode dar um exemplo concreto?
Bruno Azevedo: Esse co-working acontece muito regularmente nos projetos que a CO.R desenvolve. Nada mais é do que um convite verdadeiro para que o target participe do pensamento e nos ajude a criar estratégias - sejam elas de posicionamento, ou sejam de ativação. A idéia é simples: se a grande intenção das marcas é se aproximar do coração do seu público, por que não estimular esse pensamento em conjunto?
Claro que existe um cuidado e uma organização - geralmente esse processo acontece no final do estudo, depois das etapas de campo, quando já dominamos o problema e estamos cheios de insights. No grupo co-criativo nós dividimos todos esses aprendizados e o objetivo é evoluirmos juntos.
O case de Oi FM POA é um ótimo exemplo de como essa interação com o target funciona de fato. Depois de uma primeira fase que teve como objetivo entender o jovem de Porto Alegre e o momento da praça, a segunda fase foi organizar vários grupos co-criativos que nos ajudaram a evoluir todo o nosso pensamento e transformá-lo em programação para a rádio. Na prática, o processo de campo trouxe insights para o posicionamento, e a partir desse posicionamento, o target nos ajudou a criar uma playlist, a pensar em nomes para a rádio, a desenvolver conteúdo…
Rita Almeida, complementando o pensamento do Bruno: A co.criatividade na CO.R é um jeito de ser e a gente pratica isso em diferentes planos:
ENTRE A GENTE: apesar de equipes alocadas para cada projeto, as capacidades das outras pessoas da CO.R são requisitadas ou ocorrem espontaneamente. A idéia não é saber quem fez, mas sim que o projeto fique incrível e inspirador.
COM AS PESSOAS (os consumidores): o importante não é cumprir um roteiro, mas sair com questões e hipóteses na cabeça e conversar com as pessoas de forma a entender como elas pensam sobre o assunto que estamos trabalhando. Claro que temos as questões do cliente em relação ao campo, às vezes alguns assuntos precisam ser estimulados, mas sempre com o intuito de ouvir e sentir de fato o que as pessoas pensam e sentem.
COM OS CLIENTES: outro importante ponto do nosso pensamento co.criativo refere-se ao cliente. Os projetos da CO.R, quando planejados, deixam espaço para pelo menos um encontro com o cliente para discutirmos os rumos do projeto. Seja em uma reunião ou em um workshop, contamos para o cliente o diagnóstico e a nossa perspectiva a respeito dele, e algumas possibilidades estratégicas levantadas pelo projeto. A partir daí, vamos pensar juntos para que ele possa validar, revisar, trazer substância através de sua vivência com a marca mas, mais do que tudo, para vermos por quais caminhos ele se apaixona e portanto irá dedicar-se para entregar.
Nico Collares: Se antes o diálogo das marcas com os consumidores era mais unidirecional e agora é efetivamente um diálogo, você acha que está mais difícil fazer branding? Será que não estamos “perdendo o controle” das marcas? Criar com o consumidor pondo a mão na marca não envolve alguns riscos?
Bruno Azevedo: Antigamente um planejador fazia um plano de comunicação para o ano inteiro, e o trabalho dele era alimentar essa proposta ao longo dos meses. Hoje nós estamos constantemente repensando as marcas, porque elas precisam fazer parte do dia a dia de um consumidor muito mais dinâmico e participativo, que interage com muita naturalidade: os milhões de acessos ao vídeo da Sthefanny com certeza ajudaram a construir a imagem do Cross Fox. Assim como cada comunidade do Sonho de Valsa no Orkut faz crescer a marca no coração das pessoas.
Acho que se antes o nosso trabalho de planejadores era pensar na mensagem a ser transmitida, agora o grande desafio é captar a resposta que vem das pessoas e fazê-la inspirar o caminho das marcas. Essa é a grande sacada, e é por isso que nós da CO.R valorizamos tanto o processo de campo.
Com tudo isso, eu quero responder ao que você perguntou: eu não acho que nós estamos perdendo o controle das marcas, mas sim aprendendo a trabalhar cada vez mais com as percepções verdadeiras das pessoas, para que a conexão entre as marcas e seus consumidores seja intensa, transparente e muito inspiradora.
Rita Almeida: Penso que, na dinâmica que o Bruno descreveu do mercado e que já consta da pergunta, uma parte da marca está sob o controle da sua empresa-mãe, outra de fato está nas mãos das pessoas que se relacionam com ela ou mesmo das que não querem se relacionar com ela. Mas tem uma grande parte da marca na qual cabe sim todos os cuidados por parte do time que a constrói: é necessário ficar muito clara a essência da marca, sua alma e formas de expressões (atributos, linguagem) para todos os que trabalham com ela ou a representam de alguma forma. Porém, no decorrer da construção dessa essência de marca também é preciso surpreender as pessoas, demonstrar dinamismo e evolução constante, o que geralmente é intimamente ligado a inovação.
Portanto cabe a nós, que construímos marcas, imprimirmos uma essência de marca e, a partir dela, seguir o caminho da inovação, sempre atentos às respostas e aos sinais dos consumidores para poder responder-lhes com relacionamento, produtos e atitudes de marca que gerem aproximação e identificação com seus targets.
Tags: Click! Planning, click: planejamento criativo
Postado em Bastidores, Cursos, Entrevista, Os criativos | No Comments »
Clóvis Dariano fala sobre a fotografia de culinária
Escrito por Luiza Piffero on 22/06/2010 – 21:01 -
O fotógrafo Clóvis Dariano, professor da Master Class de "Alimentos e Culinária". Crédito da foto: Juliano Araujo.
Antes de começar a fotografar alimentos, o professor Clóvis Dariano estudou pintura, desenho, gravura em metal e propaganda. Em 1970, abriu o seu próprio estúdio de fotografia e não largou mais a câmera. Através da arte, associou-se aos maiores artistas plásticos do estado e acrescentou ao seu próprio nome um currículo invejável que inclui obras em coleções nacionais e estrangeiras. Na Escola de Criação, ele ministra a Master Class de “Alimentos e Culinária” do Curso Avançado de Fotografia Digital. Hoje ele vem ao blog trocar umas palavras sobre a dinâmica das aulas, a fotografia de alimentos, a carreira e, claro, a própria paixão pela comida.
Como um fotógrafo super ligado às artes visuais como tu foste parar na fotografia de alimentos?
Tudo continua misturado. Eu continuo envolvido com artes plásticas, desenho, pintura. É daí que eu venho. A foto começou a entrar nessa linguagem e eu fui enveredando para a foto comercial mas, sempre exercitando paralelamente a foto de autor. O interesse pela culinária foi natural porque eu recebia muita influência “das minhas velhas” (tias, avós, mãe). Todas cozinhavam muito. Comercialmente, os trabalhos se encaminharam para a culinária. Aí eu estabeleci um estilo que ficou identificado e o mercado assumiu isso.
E, nesse nicho, como está se comportando o mercado?
A culinária está com tudo hoje, no topo da onda. A concentração dos trabalhos está na publicidade; para veículos de comunicação os trabalhos são eventuais. Os alunos já vêm com curiosidade às aulas porque sabem disso. Na época em que eu comecei, a foto de alimentos não tinha o status que adquiriu e tem hoje.
O que acontece atualmente é que a área foi muito impactada pela facilidade digital, então tem muita gente fazendo fotos de culinária com um resultado sofrível. O mercado está fragmentado, há muitos fotógrafos amadores, assim como nas outras áreas, na verdade. Mas é justamente por isso que vale a pena a gente assumir esta posição de repassar informação e melhorar o nível.
Então conta como funciona a Master Class de “Alimentos e Culinária”.
Eu inicio mostrando uma série de trabalhos meus usados em campanhas, em sites. Apresento o portifólio já direcionado para os assuntos que eu vou abordar. Vou fazendo uma entrevista com o pessoal pedindo que eles tentem decifrar a imagem respondendo quais recursos foram utilizados. Depois todos montam um set real com o auxílio dos produtores que trabalham comigo. É um passo-a-passo de como eu trabalho no meu estúdio: desde o tipo de prato escolhido até o set, a iluminação.
A fotografia de alimentos, em alguns aspectos, pode se aproximar da arte, não?
O alimento tem essas particularidades de forma, cor, textura. A composição cromática aumentando a importância da composição formal. A técnica para mostrar os contrastes de líquidos, etc. É algo muito rico.
Quais as características mais marcantes da fotografia de alimentos?
As características principais são o tipo de luz que se usa, a maneira de iluminar e de compor os objetos em cena. A grande questão é a maneira de compor o ambiente e a capacidade de dramatizar ele. Mas isso nem mesmo é uma particularidade da cozinha, é da linguagem fotográfica. As coisas se misturam muito e eu posso falar o mesmo sobre a foto que envolve objetos, modelos, etc.
Tags: Curso Avançado em Fotografia Digital da ESPM
Postado em Bastidores, Cursos, Entrevista | No Comments »
Campanha ameaçadora
Escrito por Luiza Piffero on 05/05/2010 – 20:33 -Uma campanha que ameaça dois líderes de estado. Este foi o tamanho da ousadia da Reporters Without Borders, uma organização que luta pela liberdade de imprensa e denuncia a violação de direitos humanos no mundo. A Saatchi & Saatchi francesa bolou anúncios que desfiguram as faces do presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, e do líder norte-coreano Kim Jong-il.
O texto diz: “Apenas uma imprensa livre pode machucá-los. Apoie a nossa causa”.
Postado em Entrevista, Notícias | No Comments »
Bruno Cirolini: Blogs, trabalhos e a vida depois do Curso de Criação
Escrito por Luiza Piffero on 05/05/2010 – 18:25 -Para se manter informado, ele alimenta dois blogs: Catupiry Fatiado e Pão Com Ovo. Por meses, fez o trajeto Santa Maria – Porto Alegre aos sábados para frequentar as aulas do Curso de Criação. Antes de se formar, o diretor de arte Bruno Ilha Cirolini, 24 anos, emplacou o melhor trabalho no desafio final do curso, ao lado do colega João Lima, entregando uma bela campanha para o canal FOX. Agora ele vem ao blog falar da experiência. Leia a conversa que a gente teve por msn:
Luiza diz:
Eaí Bruno! Obrigada por falar com o blog. Então, me conta aí o que tu anda fazendo da vida!
bruno diz:
Bem… Eu to trabalhando aqui em Santa Maria como Diretor de Arte na J. Adams Propaganda. Também escrevo nos meus blogs e agora to curtindo a volta dos meus finais de semana ehue
Luiza diz:
Qual a tua opinião sobre o Curso de Criação? Como foi este ano lá, as aulas que tu mais curtiu…
bruno diz:
O curso é muito legal. Os professores, por serem profissionais do mercado tem muito mais experiência e prática, e tu aprende muito mais do que na faculdade.
As aulas em dupla, como diretor de arte e redator, são muito legais pra tu ter as 2 visões sobre o processo criativo. Foi bom ter aula com profissionais de SP pra gente ver a realidade do mercado de lá também.
Luiza diz:
Lembra de alguma aula em especial?
bruno:
As aulas do Fábio Bernardi de Defesa da Ideia foram muito bacanas porque ele sorteava perguntas e fazia a gente ficar sempre atento. Foi muito importante pra gente se preparar pra apresentação final. Já as aulas do Jaboby serviram pra gente abrir a cabeça. Acho que a turma toda lembra do “O Carro é alto”
Luiza diz:
Hmm… O pessoal do blog não lembra heheh Pode explicar?
bruno diz:
euheuhue É um exemplo da campanha do Fox feita pela AlmapBBDO: “O Carro é alto” foi o foco que eles usaram pra começar a criar a campanha. E vendo a campanha tu vê como fica fácil criar a partir de um foco definido. Então em toda campanha a gente têm que tentar definir o nosso foco ou o nosso “o carro é alto” pra começar a criar ehehue
Luiza diz:
Tu gostou da experiência do Creative Coaching?
bruno diz:
Eu gostei. Deu pra ter aquela sensação de pressão para fazer algo realmente a altura da FOX, no meu caso. E a gente pode fazer todo o processo de criação de uma campanha desde o briefing até a apresentação da ideia. Uma experiência incrível. Ainda mais com a nossa campanha sendo elogiada pelo cliente.
Luiza diz:
Uma coisa: se a tua dupla, o João Lima, também é diretor de arte, como vocês se organizaram na hora de criar a campanha para o canal FOX?
bruno diz:
Não existia uma divisão entre nós 2. Cada 1 fazia de tudo um pouco. A gente pensou no conceito juntos, escrevemos várias opções e sentamos com os professores pra nos ajudarem a decidir a melhor forma. Depois a gente discutia e dividia o que cada um iria layoutar.
Luiza diz:
Tu pretende seguir como diretor de arte?
bruno diz:
Sim, pretendo. Eu até gosto de redação, mas no fim eu acabo gostando mais da parte visual mesmo.
Luiza diz:
Vocês pegaram um cliente muito legal, deu para ver que vocês se identificavam com o canal.
bruno diz:
É, mas a gente tava com uma pressão, a gente tinha a responsabilidade de fazer algo decente porque o Takeda (o diretor de criação da FOX América Latina) vinha da Argentina pra nos ver.
Mas o cara é gente fina, gostou mesmo da nossa campanha e isso nos deixa feliz. Ele deu cartão dele pra gente enviar a apresentação pra ele.
Luiza diz:
Tá, agora me fala mais das tuas coisas aí. Quais são os teus blogs?
bruno diz:
Eu gosto de estar informado e de espalhar coisas, tanto que tenho blog e uso bastante o twitter. Tem o Catupiry Fatiado e o Pão Com Ovo, que é de um coletivo de cinema junto com uns amigos meus da faculdade.
bruno diz:
É, na realidade eu uso isso pra me manter informado. O compromisso com os blogs me fazem procurar coisa novas pra postar neles e pra mim isso é muito bom como publicitario.
também gosto de futebol, cinema, musica e tal… essas coisa que todo mundo gosta. ehueh
Luiza diz:
Deixa eu aproveitar então… Tu tens um filme favorito?
bruno diz:
Olha, eu acho O Poderoso Chefão muito f*. Quem leu o livro acha ainda mais. Mas eu gosto de algumas bobagens como alguns filmes do Adam Sandler, O Maskara, Débi Lóide. E, dos recentes, ‘500 Dias com Ela’ e o filme sueco “Deixa ela entrar” foram filmes que eu gostei.
Luiza diz:
Indica um vídeo que tu goste pra por no blog??
bruno diz:
hum deixa eu pensar esse é dificil pq eu tenho varios q eu gosto
Luiza diz:
Imagino! Pode ser dois.
bruno diz:
Este do Pixels é fodástico:
bruno diz:
Hmm vou procurar um de bobagem
este aqui é bem legal:
Luiza diz:
bom, sempre peço pras pessoas indicarem endereços na internet… Tu quer indicar algum blog/site legal além dos teus?
bruno diz:
Ah o oesquema.com.br, que tem 4 blogs e tem o conector do Mini é muito bom.
Luiza diz:
beleza
e os próximos planos?
bruno diz:
ah, eu pretendo fazer os Cursos de Manipulação de Imagens e o Desvendando anúncios aí da Escola de Criação
Luiza diz:
aeee q legal. Tu gosta de viajar pra porto alegre hein
bruno diz:
ehuehe ah sim… com certeza viajar pra porto alegre virou um hobby. O problema era esperar na rodoviária huhuehue
Luiza diz:
bom, da entrevista é isso. Valeu mesmo. Quer acrescentar alguma coisa?
bruno diz:
putz agora que me lembrei do Bastardos Inglórios, pode acrescentar nos filmes, melhor filme sobre 2a guerra…
Luiza diz:
ok, adicionado
bruno diz:
o curso de criaçao é mto bom pra quem quer vivenciar e aprender como é o mercado publicitário na prática e pra quem é do interior é mto bom pra saber como é a realidade de um mercado maior.
Agora sim… Fim.
Tags: Criativos, Curso de Criação
Postado em Bastidores, Cursos, Entrevista, Os criativos | No Comments »
Site reúne pessoas para comprar
Escrito por Luiza Piffero on 06/04/2010 – 00:11 -O site Peixe Urbano está chamando a atenção com um ideia que aproveita um comportamento bem comum, comprar em grupo. Funciona assim: o site descobre uma pechincha em algum estabelecimento como, por exemplo, um restaurante. Para obter o desconto, é necessário juntar um determinado número de pessoas interessadas. Todos pagam o valor determinado via PagSeguro e, se o grupo não atingir o mínimo de integrantes estipulado, todos recebem seu dinheiro de volta.
Segundo o Gizmodo, site que deu a notícia, a ideia de compra coletiva pela internet não é nova. Nos EUA, os sites Groupon, LivingSocial e Twongo fazem isso há anos. No Brasil, o Compra3 tem uma lógica parecida: conforme a quantidade de pessoas que compram um produto por lá, maior pode ser o reembolso que o comprador ganha depois.
Tags: comportamento
Postado em Entrevista, Notícias, Uncategorized | 1 Comment »
Os bastidores do filme vencedor do 1º Prêmio Digital Signage ESPM e MyMedia
Escrito por Luiza Piffero on 25/03/2010 – 19:14 -O 1º Prêmio Digital Signage ESPM e MyMedia foi entregue este mês após a exibição dos três filmes concorrentes produzidos pelo Núcleo de Áudio e Vídeo da ESPM-RS. O concurso de roteiros especialmente concebidos para midia digital indoor, assim como as filmagens dos três melhores, mobilizou todos do núcleo, inclusive os diretores, que saíram diretamente do Curso Avançado de Produção Audiovisual Publicitária.
O grande vencedor da noite foi o “Marcha Ré”, dirigido por Pedro Barbosa e escrito por Laura Mallmann Bragião e Luana Gross Pinho. O filme já está sendo exibido nos mais de 120 monitores da MyMedia espalhados por Porto Alegre e Canoas. Eles atingem aproximadamente 2 milhões de espectadores por mês. Assista ao filme e ao seu making of:
É a primeira vez que uma faculdade de comunicação se une ao mercado para organizar um prêmio nos moldes do Digital Signage. O filme “Bicicleta” (roteiro de Helena Giacomizzi Nunes e Tamylin Trevisan com direção de Rogério Rodrigues) ficou em segundo lugar na competição e “Deficiência” (escrito por Élvio Philippe e Vinicius Ortiz e dirigido por Kátia Soares) ficou em terceiro. Assim como “Marcha Ré”, essas vinhetas duram 30 segundos e foram elaboradas a partir do tema “Recicle suas Atitudes”. Em seguida vamos publicá-las aqui no blog.
O diretor de “Marcha Ré”, Pedro Barbosa, conta mais detalhes sobre o produção de um filme para um veículo tão novo como a mídia digital indoor:
Como foi o processo de produzir o filme “Marcha Ré”?
Nós recebemos o roteiro em novembro, mas houve tantas chuvas que só conseguimos filmar em janeiro. À princípio o roteiro estava complicado, com cenas na Rua da Praia onde tem muito movimento. Eu e o Douglas (Renê, também integrante do Núcleo de Áudio e Vídeo) saímos a procura de ruas que fossem mais fáceis de trancar e controlar a movimentação dos figurantes. Aí achamos uma rua que fica dentro do Shopping Total, onde há uma arquitetura interessante, dava para bloquear a rua para os carros, sujar o chão e manusear os equipamentos. Só não podíamos impedir que os transeuntes circulassem. Então, quando não passava ninguém, a gente gravava.
Quem participou da filmagem?
Toda a equipe do Núcleo de Áudio e Vídeo e cerca de 20 ou 25 figurantes.
Além da mudança de local, quais foram as dificuldades de transpor o roteiro para filme?
O roteiro exigia carros andando para frente e para trás ao mesmo tempo, o que nós consideramos impossível de fazer. Optamos por trabalhar com pessoas e tivemos que pesquisar muito para descobrir como. Primeiro fizemos um teste na ESPM: pusemos um pano de croma key no patio e pedimos para as pessoas andarem para frente e para trás. Mas o efeito não saiu como a gente queria. Então optamos por pedir que os figurantes andassem para frende e para trás no local da filmagem mesmo.
Qual a tua opinião sobre a midia digital indoor?
É uma linguagem nova que ainda não foi muito estudada. A gente tem que estudar bastante para descobrir como fazer o filme mais adequado à ela, que tem um público disperso, que assiste enquanto está fazendo outras coisas.
O que deve ser levado em conta na hora de filmar para esse meio?
O maior empecilho foi a ausência do som que em qualquer audiovisual que, como o nome já diz, conta com esse recurso para criar suspense, tensão, romance, etc. A atenção tem que ser atraída somente com as imagens.
O meu medo era precisar usar um letreiro, como nos filmes mudos, para explicar o que estava acontecendo. Então eu tentei trabalhar com signos visuais que fizessem a pessoa olhar e entender.
Leia mais sobre o 1º Prêmio Digital Signage ESPM e MyMedia no blog:
Ex-alunos da Escola produzem filmes para o 1º Prêmio Digital Signage ESPM e MyMedia
Tags: Curso Avançado de Produção Audiovisual Publicitária
Postado em Bastidores, Entrevista, Os criativos | No Comments »
Voltando para casa com um estágio no bolso
Escrito por Luiza Piffero on 03/03/2010 – 19:42 -As aulas do Curso de Criação às vezes terminam de um jeito que os alunos não esperam. Depois de uma aula com Fábio Bernardi, o Vice-Presidente de Criatividade da Paim, o aluno João Lima, 19 anos, voltou para casa com estágio garantido. Ele se destacou em um trabalho proposto pelo professor e foi chamado para trabalhar na própria Paim. Há um mês ele é diretor de arte lá e hoje vem ao blog contar como está sendo essa experiência:
Como é a tua rotina na Paim, o que tu estás achando do trabalho na agência?
A minha rotinha é bem variada porque trabalho com clientes diferentes. Eu tenho conhecido muita gente porque eu não tenho um lugar muito definido ainda, então eu tenho que me mudando. De mesa em mesa, eu conheço mais gente. Eu to curtindo afu, aprendendo e conhecendo o mercado, as partes boas e as ruins.
Qual o trabalho mais bacana que tu fizeste até agora?
O trabalho que eu mais curti é bem tosco, mas gostei porque vai ser o meu primeiro trabalho publicado realmente. É uma amostra grátis de shampoo Pantene que vai sair amanhã na Zero Hora.
Quando tu te inscreveste no Curso de Criação, o teu objetivo era entrar no mercado mesmo?
O grande objetivo é ficar rico, sempre, hehe. Aí tem o “como chegar lá”. Como eu estou muito verde na area, eu queria saber se queria criação, marketing, planejamento. E achei que o curso fosse me dizer, descobri muitas coisas legais. Tipo, não pretendo ser diretor de arte para sempre, mas descobri que a criação é realmente a minha área, seja ela aplicada em branding, planejamento, ou sei lá o quê.
O que tu aprendeste de mais legal com o curso?
Acho que o mais legal que eu aprendi é que inovação e criação são coisas ilimitadas para o ser humano, mesmo com tanta propaganda e campanha chupando umas as outras (“chupando” é gíria para copiar as ideias). E que o futuro, na minha opinião, são as novas mídias, outras maneiras de atingir o consumidor, sabe? Importar-se com ele, ao invés de ser um sanguessuga que só quer dinheiro.
Tu lembras de algum episódio engraçado ou diferente que aconteceu durante o curso?
Bom, eu perdi minha carteira um sábado e botei toda a ESPM-RS para procurar, desde o tiozinho do bar até o porteiro e depois eu achei num lugar bem tosco. Foi bem engraçado na hora!
O que é criar, para ti? Como é o momento em que tu tens de desenvolver uma ideia? Ela vem fácil ou é sempre uma luta?
Eu acho que está muito mais difícil criar hoje em dia, tudo é transformado. Tu pegas uma coisa daqui, outra coisa dali, mistura, tira os excessos e pronto, tu “criou” algo. Criar de verdade está difícil porque já inventaram coisas demais. Mas é ai que fica a verdadeira inovação, na busca dessas coisas.
Tu tens alguma filosofia de vida?
Eu acho que é isso que eu quero mesmo, é inovar e deixar uma marca no mundo com isso.
Quem tu admiras na tua área?
Na real, não tem ninguém específico. Eu vejo tanta coisa louca diferente na internet, mundo afora, que não sei mesmo.
Essa é a próxima pergunta: tens um site ou blog para indicar?
Tem uns 20 sites que eu uso de referência, mas eu descobri um que ninguém conhece: http://www.fubiz.net. E um mais tradicional é o www.ccsp.com.br
E, para finalizar, um vídeo que tu goste.
Eu não sou muito fã do seriado Lost, mas o vídeo é muito bom:
Tags: Curso de Criação
Postado em Bastidores, Entrevista, Os criativos | No Comments »
Uma entrevista com o Conector
Escrito por Luiza Piffero on 22/02/2010 – 20:33 -O professor da Escola de Criação, Gustavo Mini, está sempre tentando conciliar os diferentes mundos pelos quais circula. O resultado muitas vezes vai parar no seu blog, Conector, que é recheado de reflexões e indicações. Mini também é um dos gestores da Área de Conexões da Escala, colaborador da rádio Oi Fm, integrante da banda Walverdes. Ah sim, ele também desenha e pratica Zen-Shiatsu. Nesta entrevista ele fala sobre tudo isso e mais um pouco. Não deixe de conferir a cobertura da aula sobre Novas Mídias que ele ministrou no Curso de Criação.
Mini, tu tens tantas atividades que é fácil se perder. Por favor, descreve um pouco do teu trabalho na agência Escala.
Meu trabalho formal na Escala como Gestor de Conexões é, junto com todo mundo no departamento, descobrir e compor os pontos de contato mais adequados pra cada projeto, sejam eles espaços de mídia estabelecidos ou novas formas de chegar nas pessoas. A gente diz que é como o trabalho de Mídia, mas turbinado. Eu também pesquiso, estudo e fuço tudo relacionado a novas mídias e novos modelos de atuação publicitária.
Como tu divides o teu tempo entre as atividades profissionais e hobbies?
A divisão do tempo é bem fatiada, mas algumas coisas se sobrepõem em questão de conteúdo. Por exemplo, os assuntos que cubro na minha coluna diária da Oi Fm tem bastante a ver com o meu blog e com meu trabalho na Escala. Então, quando eu estou lendo ou pesquisando, geralmente está valendo pra qualquer um desses lados. No caso dos Walverdes, o que dá mais trabalho é acomodar os shows que aparecem.
Por favor, fale sobre o teu blog. Quais os motivos que te levaram a criar ele e por que tu achas que deu tão certo?
O nome do blog explica a origem. Ele se chama Conector porque eu sempre circulei entre mundos muito diferentes. Teve um ponto em que eu comecei a me sentir meio esquizofrênico e escrever sobre isso me ajudava a conectá-los, a dar um sentido pra esses mundos. Com o tempo, o blog acabou tomando uma outra direção e hoje eu considero ele uma investigação particular sobre a cultura contemporânea. Ele se transformou também num cartão de visitas. Muita gente passou a me conhecer por conta do blog, tanto no âmbito pessoal quanto profissional.
O que a banda Walverdes é para ti? Lembro que na tua aula na Escola de Criação tu falaste sobre a importância de manter projetos pessoais que não tem ligação com o trabalho, além de não escondê-los. Podes falar um pouco sobre isso?
Eu me sinto muito orgulhoso do que a gente fez em termos de música, da evolução interna do nosso repertório, tenho orgulho das nossas fitas e dos nossos discos e também principalmente de ser parte da história da música brasileira. Ainda que seja como nota de rodapé. Mas é uma nota de rodapé divertida e consistente. A gente não surgiu num ano e sumiu no outro, a gente continua tocando consistentemente há 17 anos! Viajando com os Walverdes eu aprendi mais da metade das coisas que uso hoje no trabalho, então talvez a agência devesse pagar pra eu viajar com a banda, porque ela se beneficia muito desse meu background.
O que tu aprendeste com o Zen-Shiatsu? Podes falar mais sobre isso e como a prática te ajuda no dia-a-dia?
O Zen-Shiatsu une uma massagem japonesa (que deriva da Medicina Tradicional Chinesa) com a filosofia zen-budista. Como paciente e como estudante de Zen-Shiatsu eu aprendi muita coisa. Aprendi a prestar mais atenção ao meu corpo, que a gente pode ajudar uma pessoa a ter bem-estar através de formas simples, que é muito melhor aprender certas coisas na prática do que ficar absorvendo teoria. E essa abordagem eu levei pra outros lados da vida. Foi um aprendizado e é um aprendizado ainda porque eu sempre fui muito de intelectualizar as coisas.
O que mais te irrita na publicidade? E, nesse meio, do que tu sentes falta aqui em Porto Alegre?
O que mais me irrita é a cultura workaholic. Acho a jornada de trabalho clichê dos publicitários um erro de percurso, uma anomalia, algo mal pensado e planejado que acabou se cristalizando como prática da profissão. Importamos esse hábito do país errado, é uma coisa que vem da cultura americana e foi adotada com um orgulho irracional. No fundo, falta no mercado uma noção melhor de administração de tempo e de saber dar limites a si mesmo e aos outros.
O que mais te anima na publicidade?
A possibilidade de aprender sobre diferentes mundos e culturas. E a convivência com pessoas interessantes. Fiz muitos amigos em publicidade, há pessoas com a cabeça muito aberta.
Qual o conselho que tu gostarias de ter recebido quando entrou no ramo, mas acabou tendo que descobrir por si mesmo?
Não sei, essa foi difícil.
O que tu fazes quando precisa de inspiração? Tu tens um processo de criação?
Com o tempo eu fui descobrindo meu jeito. Eu não gosto de ficar horas e horas sentado numa sala pensando num problema. Eu gosto de alternar pequenos períodos de pensar no problema com outros períodos fazendo qualquer outra coisa. E isso é um obstáculo dentro de uma agência, porque agências, nesse sentido, são lugares muito conservadores. Você tem que parecer que está trabalhando e produzir muito, numa quantidade que eu não gosto. Mas o fato é que quando eu não estou trabalhando é quando eu mais trabalho. E não gosto muito de pensar em grupo. Gosto de trabalhar em grupo, mas de pensar sozinho.
Em quais projetos tu estás envolvido agora?
O projeto mais legal que eu estou envolvido é um trabalho interno pra aproximar a agência do universo digital. Estamos fazendo uma série de pesquisas e discussões pra integrar mais a cultura digital à cultura da agência com calma e consistência, sem muito auê.
Cite os últimos: bom livro que leu, bom filme que viu, bom álbum que escutou.
“Crooked Cucumber: The Life and Teachings of Suzuki Roshi”. É a biografia de um mestre zen-budista japonês que foi muito importante na introdução do budismo nos Estados Unidos. Quanto a um filme, esses dias eu vi de novo “Adaptação” do Spike Jonze e confirmei como é incrível esse filme. Não ando escutando muita música, mas eu citaria a trilha sonora do “Broken Flowers”.
O link de um vídeo ou de um blog que te inspira.
Os blogs dos meus vizinhos no Oesquema: Trabalho Sujo, Urbe e Mau Humor.
Existe uma obra de arte que tu gostarias de ter feito?
Eu gostaria de ter escrito todo o “Nevermind” do Nirvana. Mas sem precisar ter os problemas pessoais do Kurt Cobain…
Todas as cabeças pensantes são atormentadas por dúvidas, não? Bom, eu queria saber qual a questão que atualmente tem rondado a tua cabeça.
A minha principal dúvida é o que eu vou fazer no futuro. Eu não tenho uma trajetória lógica à minha frente. Então essa é minha principal dúvida: o que eu vou ser quando eu crescer? Não tenho planos claros nesse sentido. Tenho uma vaga idéia, mas bem vaga.
Tags: Curso de Criação
Postado em Entrevista | No Comments »
Curso Avançado de Fotografia Digital começa o ano de 2010 com novidades
Escrito por Luiza Piffero on 12/02/2010 – 11:09 -Em março deste ano uma nova turma começa a ter aulas no Curso Avançado de Fotografia Digital e você ainda pode fazer parte dela. Quem acompanha o blog, sabe que os alunos estão sempre envolvidos com trabalhos instigantes e saídas de campo. Além de disciplinas regulares – como iluminação, sensitometria, fotografia de estúdio –, há também masterclasses em foto publicitária, de natureza, de moda, autoral, entre outros. Acompanhe as novidades da próxima edição na entrevista abaixo e corra para se inscrever porque o Curso é um sucesso de público.
As aulas visam à capacitação de pessoas que já possuem conhecimentos básicos em fotografia. Outro pré-requisito é possuir uma câmera DSLR e noções básicas de informática. A maioria dos alunos quer entrar no mercado, mas alguns já são profissionais que recorrem ao curso para se atualizar.
A coordenação do curso cabe à Manuel da Costa, que fotografa há 35 anos e possui obras em galerias, acervos particulares e públicos como o Museu da Fotografia da Cidade de Curitiba, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o Museu de arte de São Paulo, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, e as coleções Joaquim Paiva, MASP-Pirelli, e Gilberto Chateaubriand. Hoje ele vem ao blog falar o que podemos esperar do Curso em 2010:
Quais são as últimas novidades do Curso Avançado de Fotografia Digital?
Estamos adquirindo vários equipamentos novos de iluminação e fotografia, e mais inúmeros acessórios, mantendo a rotina de atualização permanete que a ESPM adota. Destaque para as 26 câmaras Nikon D3000 que os alunos da graduação passarão a usar em 2010, e da Nikon D3X que vem reforçar o conjunto de equipamentos que atende o curso avançado.
Nosso site também está sendo totalmente remodelado para ser relançado agora na retomada das aulas.
É um dos cursos mais procurados da Escola de Criação. Na tua opinião, qual a razão da procura?
O curso tem vários diferenciais que o tornam de fato único: a qualificação dos professores, a infraestrutura de ponta e os conteúdos ensinados, que são efetivamente avançados, é o que faz a diferença e garante o sucesso que todos, alunos e professores, têm experimentado.
Na próxima edição vamos ter novos professores convidados?
A grande novidade é a entrada de dois professores muito especiais que estarão ministrando duas disciplinas inéditas que passam a fazer parte da grade do curso: “Forma” e “Composição”, que estarão sob o comando, respectivamente, dos professores Eduardo Veras e Luiz Barth.
Por fim, tu tens um site, blog, twitter, álbum virtual, etc… que eu possa linkar para que os alunos vejam o teu trabalho?
www.manueldacosta.net
Curso Avançado de Fotografia Digital
Início das aulas: 13/03/10
Fim das aulas: 22/01/11
Horários: Sábados, das 8:30 às 17hs (aulas quinzenais)
Inscreva-se no site www.espm.br (Unidade Porto Alegre > Cursos > Escola de Criação). Para mais informações, entre em contato com a ESPM-RS: (51) 3218.1300 ou centralinfo-rs@espm.br
Saiba mais
Tags: Curso Avançado de Fotografia Digital
Postado em Cursos, Entrevista | No Comments »
Diagnóstico de planejadora
Escrito por Luiza Piffero on 13/01/2010 – 18:21 -
Paola Lay, ex-aluna do Click! Planejamento Criativo e parte da equipe de planejamento da agência Duplo M
A garota aí em cima coloca todos da agência onde trabalha à par do que está acontecendo no mundo da publicidade através de uma newsletter que prepara diariamente. Ela nem se formou (está no 10° semestre de PP na ESPM-RS), mas já faz parte da equipe da Central de Inteligência da Duplo M. O ano em que frequentou as aulas do curso Click: Planejamento Criativo (antes chamado Click! Planning) foi essencial para que ela se encontrasse a sua profissão. Foi lá que um professor deu uma olhada dela é diagnosticou o seu futuro: planejadora. Conheça a Paola Lay e saiba mais sobre esse aluna que se deu bem no mercado.
Quais são as tuas principais atividades na agência Duplo M?
Eu faço o clipping de notícias e dou suporte na criação de ações. O principal é que eu estou sempre em busca do que está acontecendo no mercado, de olho no que os concorrentes têm feito.
O que tu mais gosta deste trabalho/ nessa área?
O que eu mais gostei de fazer até hoje foi ser “cliente oculto”, ou seja, ir nas lojas e fingir que sou cliente, pesquisar os pontos de venda dos clientes da agência. Outro dia, nós fomos nos principais supermercados da cidade e analisamos como um dos nossos clientes estava exposto na gôndola. Em resumo, eu gosto bastante é de ir para a rua.
Como que tu conseguiste essa oportunidade?
O Marcelo Lubisco era meu professor na graduação (ele ministra a disciplina Planejamento de Comunicação 2 e é planejador da agência Duplo M) e eu mandei meu currículo para ele na cara dura pedindo algumas dicas. Ele respondeu e me convenceu a fazer o Click! Na época não tinha vaga na Duplo M, mas esse contato me rendeu uma futura entrevista. Daí, como eu tinha chance de entrar, eu me puxei muito tanto nos trabalhos para o Click! quanto nas aulas da faculdade.
Como tu descobriste que, dentro da publicidade, o teu negócio era planejamento?
Olha, desde que eu me conheço por gente, eu sempre gostei muito de escrever. Os meus primeiros estágios foram como redatora. Mas um dia, a minha antiga chefe disse que eu tinha perfil de planejadora. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha. Passei a me interessar pela área e, na primeira aula que eu tive com o Marcelo Lubisco, ele mencionou que no começo da carreira ele era redator. E quando eu pedi a opinião dele sobre mim, ele confirmou que o meu perfil era de planejamento.
Então quem percebeu nem foste tu mesma. Quais as tuas características que tem a ver com o planejamento?
Eu sempre me interessei por várias coisas — já quis ser astronauta, veterinária, jornalista, confeiteira, costureira e dançarina do Tchan. Isso é MUITO importante num planejador, deve ser uma pessoa sem vícios, sem preconceitos e sem chinelos nos pés. Alguém interessado em quase tudo.
O que é o mais legal do planejamento, na tua opinião?
Eu me achei no planejamento. O mais legal é tu estás sempre atrás de coisas novas, entrando em contato com o consumidor, mas sem desvirtuar a vontade do cliente. O papel do planejamento é guiar a criação para que o objetivo do cliente não se perca ao longo do caminho.
E os planos para o futuro quais são?
O principal é que eu ainda tenho muito a aprender aqui, eu tenho muito espaço e tenho que aproveitar mais os espaços que me são dados. Penso, no futuro, em me focar em ciência do consumidor. Em pesquisa mesmo, fazer entrevistas, e por aí vai…
O que tu achou do curso Click! Planejamento Criativo?
Foi fundamental para mim.
Qual a diferença entre a Paola que entrou no curso e a que se formou?
Quando eu entrei até o que eu pensava sobre “briefing” era algo bem equivocado e eu pude desmistificar muita coisa do planejamento. Ao mesmo tempo, pude mistificar outras coisas. Por exemplo, eu ainda tremo na base quando penso em apresentações para os clientes.
Lembra de alguma aula especial, alguma lição que te marcou?
Foi a aula sobre comportamento do consumidor, com o Leandro Tonetto, em que a gente visitou o Mercado Público. A situação me encorajou a ir lá e falar com o consumidor, observar mais as nuances do comportamento de quem compra.
A aula de storytelling com o Marcelo Lubisco também foi muito boa. Eu vi que apresentar uma coisa para alguém tem muito mais a ver com contar uma história do que com simplesmente apresentar slides sequenciais.
Cite uma referência de profissional na tua área, alguém que te inspire.
O meu chefe, Marcelo Lubisco, o Giba (Gilberto Giustina) e a Mari Verçoza, da Competence.
Um blog/site que tu gosta.
o bom e velho CHMKT, perfeito para iniciantes como eu e para quem acha que já sabe de tudo — mas não sabe.
Um vídeo.
O clipe “Elephant Gun”, do Beirut.
Um livro.
“A Hora da Estrela”, da Clarice Lispector.
Uma música.
“Raindrops keep falling on my head” (escrita por B.J. Thomas)
Siga a Paola!
http://twitter.com/paolalay
Tags: Click! Planning, click: planejamento criativo
Postado em Entrevista | 4 Comments »







