Entre no debate dos direitos autorais
Postado por Luiza Piffero em 29/07/2010 – 17:35 -A questão dos direitos autorais há tempos não estava tanto em evidência. Os Estados Unidos acabaram de aprovar uma reforma que torna legal a ripar DVDs e usar trechos em documentários e vídeos não comerciais. No Brasil, a Lei de Direitos Autoriais (Lei 9.610/98) está recebendo contribuições da sociedade por meio de consulta pública na internet até o dia 31 de agosto e, em breve, deve seguir para o Congresso Nacional.
O assunto é central para todos que trabalham com criação. O Curso Avançado de Fotografia Digital, por exemplo, tem uma aula inteiramente voltada ao assunto. Em vista disso, fizemos algumas perguntas para a advogada Márcia Lunardi, que ministra a disciplina:
Existem muitas particularidades na Lei de Direitos Autorais, então eu imagino que na aula do curso avançado de fotografia digital tu se restrinja a alguns pontos-chave. Me conta um pouco como é a aula e quais os principais aspectos da lei que os fotógrafos precisam estar cientes?
A última aula foi muito interessante. Os alunos estavam buscando informações sobre o assunto e por isso foram muito receptivos e participativos. Eu busquei dividir a aula em dois grandes tópicos, a diferença entre direito de imagem e direito autoral. É muito comum haver confusão entre ambos, principalmente na fotografia, cujo trabalho autoral advém da captação de imagens. Assim, busquei alertá-los acerca dos cuidados que devem tomar para não ferir o direito de imagem dos fotografados e evitarem problemas futuros. No tocante aos direitos autorais, procurei dar ênfase aos direitos patrimoniais e morais de autor, focando naquilo que se refere especificamente à obra fotográfica como, por exemplo, a necessidade de aparecer crédito na foto.
Até onde vão os direitos que os fotógrafos têm sobre as suas fotografias, especialmente agora que todos copiam e colam tudo na internet? Como fazer para não perder o controle da sua obra?
É, no “mundo digital” a gente sabe que não é fácil controlar a própria obra fotográfica. É imprescindível que o fotógrafo busque a proteção da suas fotografias pelos meios digitais disponíveis no mercado, investindo em tecnologia apta a bloquear a cópia desautorizada e a manipulação da imagem.
Quais aspectos desse tema que os fotógrafos (ou artistas em geral) geralmente desconhecem? Quais os erros mais cometidos por autores e público?
Os fotógrafos desconhecem mais as questões referentes ao direito de imagem. É comum, pela própria natureza do trabalho fotográfico, o artista não atentar que, nem sempre o fotografado quer se expor ou permitir o uso e veiculação de sua imagem. Quanto aos direitos autorais, os artistas e os fotógrafos em especial até conhecem seus direitos, mas a gente não pode esquecer que há uma pressão muito grande sobre esses profissionais que, em geral, recebem os contratos prontos sem poder discutir suas cláusulas.
Qual a análise pessoal que tu fazes da nova proposta para a Lei de Direitos Autorais? Os benefícios que ela traz, os pontos polêmicos?
O debate em torno da reformulação da lei autoral mostra-se interessantíssimo. O propósito seria flexibilizar alguns pontos tidos na lei como muito “engessados”. Bem, a lei autoral é nova, tem apenas 12 anos, assim, discordo da opinião de que tal lei estaria obsoleta. Quanto à flexibilização da legislação, acho que esse é o ponto mais polêmico, pois é sempre bom questionar: a quem interessa essa flexibilidade? Seria ao artista? De outro lado, acho muito relevante a preocupação da reforma em tornar o patrimônio cultural mais acessível e democrático.
Qual a tua opinião sobre a consulta popular via internet? É uma maneira produtiva de resolver o assunto?
Na realidade, a reforma da lei autoral já vem sendo discutida há um bom tempo! A consulta popular traduz uma excelente intenção de tornar a discussão mais abrangente e por isso mais democrática. É inovador, não há dúvida e entendo que é uma maneira produtiva de discutir a questão. É claro que o debate deve e está sendo mais amplo, não se restringindo apenas à rede de computadores.
O direito autoral das fotos deste post pertence ao fotógrafo Juliano Araujo.
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Afinal mais prêmios = maiores vendas?
Postado por Luiza Piffero em 22/07/2010 – 18:36Apesar da enorme popularidade, os premiados comerciais da marca Old Spice não fizeram nada pelas vendas de seus produtos. Pelo contrário, enquanto a internet se apaixonava pelo ator Isaiah Mustafa, as vendas declinaram 7% de acordo com o serviço de notícias WARC. A notícia chega ao mercado junto com uma nova pesquisa do Institute of Practitioners in Advertising (IPA) que divulga: anúncios que ganham prêmios são 11 vezes mais eficientes.
O IPA, uma organização que representa agências de publicidade, analisou 231 estudos de caso dos últimos oito anos, entre campanhas de marcas como Budweiser, Cadbury, Honda, Audi e Volkswagen. Cada uma foi avaliada em critérios como o crescimento da fatia de mercado, vendas, lucros, retorno do investimento e apelo emocional. Segundo os pesquisadores, o estudo prova que existe uma relação entre a criatividade do anúncio e a eficiência do mesmo.
No entanto, há variantes que podem entrar no meio da conta “mais prêmios = mais vendas”. Tem se dito que a campanha do Old Spice, por exemplo, tenha sido vítima de um mal específico: o slogan da campanha (“Smell Like a Man, Man”) e a frase de abertura dos comerciais (“Hello Ladies”) enviam mensagens contraditórias. Afinal quem de fato deve ir à loja e comprar o produto?
Uma coisa é certa, seria uma pena se a marca Old Spice deixasse a criatividade de lado, como fizeram no passado:
Se bem que esse comercial dos anos 70 também é um tanto engraçado.
Não comentado »Ecologia na prática
Postado por Luiza Piffero em 21/07/2010 – 21:02Tem tanta companhia pregando a sustentabilidade por aí… Mas praticar isso de verdade? Na hora de anunciar ainda por cima? A agência Sukle Advertising & Design está dando uma aula de como fazer isso. Para conscientizar as pessoas de que é preciso poupar água na cidade americana de Denver, a agência trabalhou outdoors de uma maneira criativa.
Recentemente, a ideia foi colocar a mensagem “O Desperdício já era” (tradução livre) em cima de outdoors já existentes, reaproveitando a sua estrutura. A agência, é claro, aprovou a ação com os anunciantes suplantados.
Um tempo atrás, a mesma campanha rendeu outro outdoor interessante. Utilizando apenas um pequeno espaço, a peça dizia “Use apenas o que você precisa.”
Não comentado »Ã?
Postado por Luiza Piffero em 21/07/2010 – 20:44Aquela fórmula de deixar o espectador perdido por um tempo e depois esclarecer tudo costuma render boas surpresas. E o comercial da emissora Canal + não deixa a desejar nesse quesito. A agência responsável é a Betc Euro Rscg, de Paris. Fico por aqui para não estragar:
Não comentado »Uma vaga na agência mais pop do mundo
Postado por Luiza Piffero em 20/07/2010 – 17:27Ambientado em uma agência de publicidade na Manhattan dos anos 60, o seriado Mad Men rapidamente passou de cult a fenômeno pop. O New York Times o comparou ao show “The Sopranos”. A apresentadora Oprah Winfrey tomou o seriado como tópico do seu próprio programa e os personagens de Mad Men já apareceram em Os Simpsons, Saturday Night Live e Jeopardy. Agora a Mattel promete lançar versões dos bonecos Barbie e Ken inspirados neles. Eaí, surge a pergunta: como promover algo que já é um fenômeno? A solução foi se aproveitar da enorme base de fãs e trazê-los a ilusão de estar o mais perto possível do seriado.
A 4ª temporada de Mad Men começa no final deste mês e a agência de publicidade onde a trama se desenvolve mudou seu nome para Sterling Cooper Draper Pryce. Nada mais natural que a nova empresa precise de mais funcionários, portanto a promo te dá a oportunidade de fazer uma entrevista virtual de emprego. Ao final do jogo, você fica sabendo qual a posição que poderia ocupar lá. Clique na imagem para experimentar:
Nova safra de fotógrafos chega ao mercado
Postado por Luiza Piffero em 20/07/2010 – 17:25A trajetória de um ano trilhada pelos alunos do Curso Avançado de Fotografia Digital levou todos eles a este desfecho: a apresentação dos seus trabalhos finais e o coquetel de formatura no último sábado, 17 de julho. Em nome de uma avalição completa e multidisciplinar, os talentos individuais dos estudantes foram prestigiados por profissionais de diferentes áreas do mercado. Cada membro da banca analisou todos os trabalhos e deu dicas valiosas aos novos fotógrafos. Confira os profissionais convidados para a banca e sinta o clima da festa através da nossa cobertura fotográfica:
Ricardo Chaves (editor chefe de fotografia da Zero Hora);
Eduardo Veras (jornalista e doutorando em artes pela UFGRS);
Guilherme Lund (fotógrafo free lancer e professor de fotografia)
Niura Ribeiro (professora doutora em artes pela UFRGS);
Crédito das fotos: Alexandre Raupp
Não comentado »Com sutileza se vai longe…
Postado por Luiza Piffero em 19/07/2010 – 20:53Para algumas pessoas, a série de anúncios abaixo pode parecer decepcionante… Mas a solução que a agência alemã Heye & Partner GmbH encontrou para promover uma sexshop é tão discreta que podia estar em qualquer revista. As imagens são acompanhadas da seguinte provocação, em tradução livre: “Nada além de rotina na cama? Orion”. Eaí, embaixo, bem pequeninho: “Bem-vindo a terra da diversão adulta.”
Não comentado »Outdoors inteligentes lembram Minority Report
Postado por Luiza Piffero em 19/07/2010 – 20:30É tentador comparar trilhões de lançamentos hi-tech às novidades que apareceram no filme Minority Report, de Steven Spielberg. Mas desta vez é parecido mesmo: Desde o mês passado, a companhia japonesa Digital Signage Promotion Project está testando painéis digitais que, através de uma câmera acoplada, são capazes de determinar o gênero e a faixa etária de qualquer pessoa que olhe para a tela. No filme, grandes painéis identificavam o transeunte pela iris e adequavam rapidamente o seu conteúdo a ele.
A empresa japonesa afirma que está apenas coletando informações sobre o perfil dos passantes para entender o tipo de conteúdo que funciona melhor em cada local e horário. Eles avisam que não estão salvando as imagens gravadas.
Se você não se lembra da publicidade em Minority Report (compreensível, afinal o filme é de 2002), assista ao vídeo abaixo e sinta um friozinho na espinha:
Não comentado »Polvo-propaganda
Postado por Luiza Piffero em 16/07/2010 – 23:02O polvo Paul, que acertou o resultado de oito jogos na Copa do Mundo da África do Sul, poderia gerar ganhos de 2 a 3 milhões de libras ao oceanário alemão Sea Life, somente em publicidade. É isso que aponta uma reportagem da rede norte-americana CNN. Se o animal atuasse nas propagandas, então, seu potencial econômico seria ainda maior. Max Clifford, especialista ouvido pela CNN, afirma que um anunciante poderia dizer, por exemplo: “Nós somos os melhores do mundo. Como sabemos? Porque o Paul diz”.
Outro especialista, Allyson Stewart-Allen, ainda propôs uma tarefa mais arriscada para Paul: “Um bom uso para ele seria em um anúncio com duas marcas concorrentes, como Coca-Cola e Pepsi. Qual delas Paul prefere?”. Será que uma das marcas teria coragem? Como o Sea Life já anunciou a aposentadoria de Paul, a vantagem está com a Pepsi, que saiu na frente da concorrente através do anúncio bolado pela empresa libanesa Impact BBDO:
Não comentado »Um ping-pong com a CO.R
Postado por Luiza Piffero em 16/07/2010 – 22:05A aula “Pesquisa de Mercado” dura apenas um dia, mas as questões debatidas são tão instigantes que continuam circulando pela cabeça dos alunos do curso Click! Planejamento Criativo. Por isso, convidamos o aluno Nico Collares para fazer um ping-pong com o professor Bruno Azevedo, da consultoria de inovação estratégica paulista CO.R. E a conversa foi além: a proprietária da CO.R e ex-planejadora Rita Almeida gostou da proposta e também nos mandou a sua contribuição. Há muito o que aprender com essa troca de ideias cujo ponto de partida é o conceito de “co-working”. Trata-se da tendência de envolver o consumidor no processo de criação da agência, fazendo com que, através de técnicas de pesquisa, ele sugira e crie algo de maneira consciente.
Nico Collares: Como efetivamente acontece esse co-working com o consumidor? Em que fase do trabalho isso entra? Cria-se um posicionamento, cria-se uma peça e o cara vai lá e dá pitaco? Pode dar um exemplo concreto?
Bruno Azevedo: Esse co-working acontece muito regularmente nos projetos que a CO.R desenvolve. Nada mais é do que um convite verdadeiro para que o target participe do pensamento e nos ajude a criar estratégias - sejam elas de posicionamento, ou sejam de ativação. A idéia é simples: se a grande intenção das marcas é se aproximar do coração do seu público, por que não estimular esse pensamento em conjunto?
Claro que existe um cuidado e uma organização - geralmente esse processo acontece no final do estudo, depois das etapas de campo, quando já dominamos o problema e estamos cheios de insights. No grupo co-criativo nós dividimos todos esses aprendizados e o objetivo é evoluirmos juntos.
O case de Oi FM POA é um ótimo exemplo de como essa interação com o target funciona de fato. Depois de uma primeira fase que teve como objetivo entender o jovem de Porto Alegre e o momento da praça, a segunda fase foi organizar vários grupos co-criativos que nos ajudaram a evoluir todo o nosso pensamento e transformá-lo em programação para a rádio. Na prática, o processo de campo trouxe insights para o posicionamento, e a partir desse posicionamento, o target nos ajudou a criar uma playlist, a pensar em nomes para a rádio, a desenvolver conteúdo…
Rita Almeida, complementando o pensamento do Bruno: A co.criatividade na CO.R é um jeito de ser e a gente pratica isso em diferentes planos:
ENTRE A GENTE: apesar de equipes alocadas para cada projeto, as capacidades das outras pessoas da CO.R são requisitadas ou ocorrem espontaneamente. A idéia não é saber quem fez, mas sim que o projeto fique incrível e inspirador.
COM AS PESSOAS (os consumidores): o importante não é cumprir um roteiro, mas sair com questões e hipóteses na cabeça e conversar com as pessoas de forma a entender como elas pensam sobre o assunto que estamos trabalhando. Claro que temos as questões do cliente em relação ao campo, às vezes alguns assuntos precisam ser estimulados, mas sempre com o intuito de ouvir e sentir de fato o que as pessoas pensam e sentem.
COM OS CLIENTES: outro importante ponto do nosso pensamento co.criativo refere-se ao cliente. Os projetos da CO.R, quando planejados, deixam espaço para pelo menos um encontro com o cliente para discutirmos os rumos do projeto. Seja em uma reunião ou em um workshop, contamos para o cliente o diagnóstico e a nossa perspectiva a respeito dele, e algumas possibilidades estratégicas levantadas pelo projeto. A partir daí, vamos pensar juntos para que ele possa validar, revisar, trazer substância através de sua vivência com a marca mas, mais do que tudo, para vermos por quais caminhos ele se apaixona e portanto irá dedicar-se para entregar.
Nico Collares: Se antes o diálogo das marcas com os consumidores era mais unidirecional e agora é efetivamente um diálogo, você acha que está mais difícil fazer branding? Será que não estamos “perdendo o controle” das marcas? Criar com o consumidor pondo a mão na marca não envolve alguns riscos?
Bruno Azevedo: Antigamente um planejador fazia um plano de comunicação para o ano inteiro, e o trabalho dele era alimentar essa proposta ao longo dos meses. Hoje nós estamos constantemente repensando as marcas, porque elas precisam fazer parte do dia a dia de um consumidor muito mais dinâmico e participativo, que interage com muita naturalidade: os milhões de acessos ao vídeo da Sthefanny com certeza ajudaram a construir a imagem do Cross Fox. Assim como cada comunidade do Sonho de Valsa no Orkut faz crescer a marca no coração das pessoas.
Acho que se antes o nosso trabalho de planejadores era pensar na mensagem a ser transmitida, agora o grande desafio é captar a resposta que vem das pessoas e fazê-la inspirar o caminho das marcas. Essa é a grande sacada, e é por isso que nós da CO.R valorizamos tanto o processo de campo.
Com tudo isso, eu quero responder ao que você perguntou: eu não acho que nós estamos perdendo o controle das marcas, mas sim aprendendo a trabalhar cada vez mais com as percepções verdadeiras das pessoas, para que a conexão entre as marcas e seus consumidores seja intensa, transparente e muito inspiradora.
Rita Almeida: Penso que, na dinâmica que o Bruno descreveu do mercado e que já consta da pergunta, uma parte da marca está sob o controle da sua empresa-mãe, outra de fato está nas mãos das pessoas que se relacionam com ela ou mesmo das que não querem se relacionar com ela. Mas tem uma grande parte da marca na qual cabe sim todos os cuidados por parte do time que a constrói: é necessário ficar muito clara a essência da marca, sua alma e formas de expressões (atributos, linguagem) para todos os que trabalham com ela ou a representam de alguma forma. Porém, no decorrer da construção dessa essência de marca também é preciso surpreender as pessoas, demonstrar dinamismo e evolução constante, o que geralmente é intimamente ligado a inovação.
Portanto cabe a nós, que construímos marcas, imprimirmos uma essência de marca e, a partir dela, seguir o caminho da inovação, sempre atentos às respostas e aos sinais dos consumidores para poder responder-lhes com relacionamento, produtos e atitudes de marca que gerem aproximação e identificação com seus targets.
Não comentado »Fotografias a la Mário Quintana
Postado por Luiza Piffero em 16/07/2010 – 16:21No ano em que a Casa de Cultura Mário Quintana completa duas décadas de existência, a ESPM-RS se une à instituição para realizar o concurso “Poesia da Imagem”. Se você ama fotografia, mas está sempre reclamando que as câmeras são muito caras, aproveite: o vencedor leva para casa uma Nikon D5000.
Para participar, inscreva uma fotografia inspirada em um poema de Mário Quintana. A imagem pode ser tratada ou original, mas precisa ser inédita. As inscrições vão até 23 de agosto. Acesse o site do concurso para saber mais.
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