O que faz um montador de filmes? Quais são as habilidades, conhecimentos e técnicas específicas que envolvem a etapa de edição de um filme, programa ou comercial de TV? Como decidir qual o melhor ponto de corte? Qual o ritmo mais adequado para uma cena? Qual a melhor ordem dos planos em uma sequência? Como ser reconhecido como um bom profissional de montagem no cinema ou na publicidade? Essas são dúvidas que todo profissional de montagem passa a vida tentando responder para si mesmo e para os diretores, produtores, clientes, etc. Montar é tomar muitas decisões importantes com base na intuição e na experiência. Para tomar boas decisões de montagem, além de muita prática, recomenda-se um conhecimento amplo e aprofundado de linguagem audiovisual e uma base consistente de cultura e técnica cinematográfica. Esse é o objetivo do curso: apresentar uma série de conteúdos extremamente relevantes para a fundamentação teórica de montadores em formação e proporcionar um ambiente de troca de conhecimento técnico entre alunos e profissionais já reconhecidos pela excelência de seu trabalho no meio cinematográfico e publicitário.
PROFESSORES
Francisco Antunes (“Chicão”) graduou-se em Publicidade e Propaganda pela UFRGS em 2003. Dois anos antes, porém, já montava filmes publicitários. Tendo ultrapassado a edição de centenas de comerciais, atende o mercado nacional e internacional por meio de clientes como Coca-Cola, GM, Toyota, Pepsi Co., Kraft Foods, Banco Real e Ambev, entre muitos outros. Acompanhando a demanda de trabalho, em 2009 mudou-se para a cidade de São Paulo, a fim de melhor atender clientes e diretores.
Editou filmes em produtoras como O2 Filmes, Paranoid BR, Mixer, entre outras de renome no país e fora. Já trabalhou com diretores consagrados do mercado como Heitor Dhalia, Fernando Meirelles, Nando Olival e Ricardo “Gordo” Carvalho, e também nomes novos como Cia de Foto, Brenno Castro e Rogério Souza. Com o diretor Rodrigo Pesavento mantém uma relação regular de trabalho há mais de sete anos. Em 2011, a convite deste, tornou-se editor-chefe de publicidade da Zeppelin Filmes.
Gilberto José Pires de Assis Brasil, o Giba Assis Brasil, é montador e roteirista de cinema e televisão, formado em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da UFRGS (1980). É membro da Casa de Cinema de Porto Alegre desde sua fundação, em 1987, e professor do curso de Realização Audiovisual da Unisinos desde a sua criação, em 2003. Foi professor de cinema no curso de Comunicação da UFRGS (1994-2004). Dirigiu os longas Verdes Anos (1984), Deu Pra Ti Anos 70 (1981) e o curta Interlúdio (1983). Giba também atuou como roteirista de vários curtas, longas e minisséries de televisão como Agosto (1993) e Luna Caliente (1998), foi supervisor de roteiro da série de TV Aventuras da Família Brasil (2009) e montador de longas como Houve uma Vez Dois Verões (2002) e O Homem que Copiava (2003). Também, foi montador de mais de 30 curtas, entre eles, Ilha das Flores (1989) e montador de mais de 40 episódios de TV, para séries como Brava Gente (2001), Mulher de Fases (2011) e A História do Amor (2011-12).
Kiko Ferraz é graduado em Publicidade e Propaganda pela PUC-RS e em Engenharia de Som pelo Musicians Institute, Hollywood, EUA. Dirige a Kiko Ferraz Studios, onde realiza a pós-produção sonora de filmes de curta, média e longa metragem, comerciais e programas de TV, monta filmes e video-clipes e também produz discos e trilhas sonoras. Atualmente, está montando o longa-metragem de animação “As Aventuras do Avião Vermelho”, de Frederico Pinto e José Maia. Foi montador do longa-metragem “Extremo Sul”. Foi supervisor de som da série “Mulher de Fases”, produzida pela Casa de Cinema de Porto Alegre para o canal HBO e também dos longa-metragens “3 Efes”, de Carlos Gerbase e “Antes Que o Mundo Acabe”, de Ana Luiza Azevedo. Produziu a trilha sonora do longa-metragem “Os Famosos e os Duendes da Morte”, de Esmir Filho (composta e executada por Nelo Johann). Produziu ruídos de sala para os longa-metragens “O Bem Amado”, de Guel Arraes, “Antônia”, de Tata Amaral, “Meu Nome Não é Johnny”, de Mauro Lima, “Cão Sem Dono”, de Beto Brant e Renato Ciasca e “Ó Paí Ó”, de Monique Gardemberg entre outros. Produziu, gravou e mixou músicas e trilhas sonoras com artistas como Papas da Língua, Tangos & Tragédias, Cláudio Levitan, Vitor Ramil e Nenhum de Nós. Dirigiu a série de 10 programetes “Momento Pepsi – Eu Amo Porto” veiculados entre setembro e dezembro de 2008. Professor da ESPM desde 2007, leciona no curso de Graduação em Publicidade e Propaganda e nos cursos da Escola de Criação.
Milton do Prado trabalha com montagem desde 1996, tendo atuado como montador, assistente de montagem ou finalizador de vários curtas e longas-metragens para cinema e televisão. Entre os curtas que montou estão Nocturnu (1999, dir. de Denison Ramalho), Cinco Naipes (2004, dir. de Fabiano de Souza), Início do Fim (2006, dir. de Gustavo Spolidoro) e Dois Coveiros (2008, dir. de Gilson Vargas). Montou o longa-metragem A Última Estrada da Praia (2010, Fabiano de Souza) e foi um dos montadores da série Mulher de Fases (HBO/Casa de Cinema). Foi programador da Sala de Cinema P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (1999 a 2000) e presidente da Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do Rio Grande do Sul (APTC/ABD-RS – de 2001 a 2003). De 2004 a 2009, foi sócio da produtora Clube Silêncio. Desde 2010 é sócio da Rainer Cine, onde acabou de produzir o longa-metragem Nós Duas Descendo a Escada, que está em processo de montagem e deverá ser lançado em 2013. É formado em jornalismo pela UFRGS (1997) e mestre em Film Studies pela Concordia University, de Montreal, Canadá (2011). Atualmente, coordena o Curso de Realização Audiovisual da Unisinos, onde atua como professor de Montagem, Finalização e Cinema Experimental.
Vicente Moreno graduou-se em Realização Audiovisual pela Unisinos, onde é professor do curso de Especialização em Cinema, responsável pelos módulos de montagem e roteiro. Atua no mercado audiovisual desde 2006 como roteirista, montador e diretor, realizando programas para televisão, curtas, médias e longas-metragens. É diretor dos curtas-metragens “Sem Sinal” (vencedor do prêmio Histórias Curtas 2009) e “Mãos Dadas”, ambos premiados com melhor direção. Entre os longas-metragens, os mais conhecidos são “Ainda Orangotangos” (2007), como assistente de direção; “A Última Estrada Para Praia” (2010), como co-roteirista e assistente de direção; e “ABSOLUTO – Internacional Bicampeão da América”, como diretor — filme que bateu o recorde mundial de maior exibição de cinema ao ar livre, com 27.276 espectadores reunidos no Estádio Beira-Rio em sua estréia.







